Usa o cheque especial? Banco pode interromper concessão do crédito
Correntistas que utilizam o cheque especial com freqüência e, muitas vezes, como "renda complementar", devem ficar atentos não só ao pagamento de juros. O financiamento por meio dessa modalidade pode ser interrompido pelo banco assim que ele julgar necessário - como em casos de superendividamento e inclusão do nome do cliente no cadastro de inadimplentes.
De acordo com a Fundação Procon de São Paulo, para tomar essa atitude, basta que o contrato de concessão de crédito não seja renovado e o consumidor seja devidamente avisado. "Não existe um prazo para que o banco comunique a pessoa, mas entendemos que 30 dias é um período razoável", explicou Renata Reis, técnica da entidade.
Prazos e direitos Renata detalhou que, normalmente, os acordos entre instituição e correntista a respeito do cheque especial possuem prazo médio de 90 dias. Quando nenhuma das partes se manifesta sobre a interrupção ou não do financiamento, o contrato é renovado automaticamente.
O mesmo ocorre quando um banco compra outro: pode haver mudança na prestação de serviço, mas o correntista deve ser avisado com antecedência e perder a "regalia" apenas quando acabar o contrato antigo.
"Se o consumidor não for avisado e o serviço cancelado, ele pode brigar pela manutenção do limite de crédito até o próximo período", contou a técnica, adicionando que todos os encargos gerados nesse intervalo de tempo, tais como devoluções de cheque, por exemplo, devem ser restituídos, com as devidas correções. "Além disso a pessoa pode abrir um processo de danos morais sofridos", adicionou.
Ganhos com juros De qualquer maneira, Renata afirmou que problemas como esse dificilmente chegam ao Procon São Paulo. "Quando acontece é por conta de um erro de sistema, por exemplo", explicou, lembrando que, para os bancos, é interessante lucrar com os juros da utilização do crédito.
Conforme pesquisa da entidade, os juros médios do cheque especial são de 8,22% em setembro, nos dez principais bancos brasileiros. Veja:
*Valor contratado: R$ 950. Utilização: 1 mês Escrito por ricardoluis2005 às 12h56
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Classe média trabalha até fim de setembro para pagar impostos e serviços
Brasileiros com rendimento mensal entre R$ 3.000 e R$ 10.000 são os que mais trabalham para pagar impostos e, também, para arcar com os gastos de despesas básicas, como plano de saúde e educação.
De acordo com o IBPT - Instituto Brasileiro de Planejamento Tributário, para honrar com todos esses gastos, são necessários 272 dias de esforço, ou seja, todo o trabalho desde o início do ano até 29 de setembro terá um único objetivo: pagar contas.
Para os brasileiros com renda mensal acima de R$ 10.000, o esforço termina em 26 de setembro (269 dias) e, para aqueles com renda até R$ 3.000, foram necessários 183 dias de trabalho, terminados em 2 de julho.
Educação concentra gasto maior Segundo o IBPT, 74,39% da renda anual do brasileiro de classe média vai para o pagamento de tributos e serviços. Entre estes últimos, gastos com educação exigem a maior parcela (13,29%) e tomam 49 dias de trabalho.
Os brasileiros com renda mais alta trabalham 37 dias para gastar com educação e aqueles com rendimento mais baixo necessitam de 21 dias para este tipo de despesa.
Renda até R$ 3 mil
Renda de R$ 3 mil a R$ 10 mil
Renda acima de R$ 10 mil
% da renda
dias
% da renda
dias
% da renda
dias
Tributos
38,75%
141
42,70%
156
41,73%
152
Saúde
3,22%
12
10,93%
40
9,01%
33
Educação
5,77%
21
13,29%
49
10,14%
37
Segurança
2,07%
8
4,77%
17
7,71%
28
Previdência
0,27%
1
2,19%
8
4,49%
16
Pedágios
0,19%
1
0,51%
2
0,72%
3
Total
50,27%
183
74,39%
272
73,80%
269
*Diferença na somatória dos dias é devido ao arredondamento dos resultados
Pelo mundo Levando-se em consideração apenas o pagamento dos tributos, na média, o brasileiro trabalha 146 dias por ano para pagar impostos. Nos Estados Unidos, por exemplo, são necessários 102 dias trabalhados e, na Argentina, 97 dias.
Juros dos bancos ficam estáveis em setembro; veja quanto custa tomar crédito
A Fundação Procon de São Paulo divulgou nesta quarta-feira (12) que tanto os juros médios do cheque especial quanto do empréstimo pessoal não se alteraram entre agosto e setembro. Dessa forma, as taxas empregadas pelos dez maiores bancos do País estão em 8,22% mensais e 5,27% ao mês, nessa ordem.
Contudo, é importante saber que as taxas variam - e muito - de banco para banco, o que faz com que o gasto com juros seja muito diferente.
Em cada banco Caso tomar crédito seja algo inevitável, deve-se ter atenção às variações de cobrança. A menor delas, para cheque especial, está na Caixa Econômica Federal (7,20% ao mês), enquanto que a maior, conforme o Procon, é verificada no Safra (9,29% a.m.):
O mesmo ocorre quando se toma um empréstimo. No banco Nossa Caixa são cobrados 4,25% de juros por mês, contra 5,92% mensais impostos pelo Itaú:
Empréstimo em 12 meses*
Banco
Taxa mensal
Gasto total
Nossa Caixa
4,25%
R$ 1.945,86
Banco do Brasil
4,53%
R$ 1.977,38
HSBC
4,56%
R$ 1.980,77
Caixa Econômica Federal
4,49%
R$ 1.972,86
Bradesco
5,47%
R$ 2.085
Santander Banespa
5,78%
R$ 2.121,17
Unibanco
5,87%
R$ 2.131,71
ABN Amro Real
5,90%
R$ 2.135,23
Safra
5,90%
R$ 2.135,23
Itaú
5,92%
R$ 2.137,58
*Valor contratado: R$ 1,5 mil. Pagamento em 12 meses Escrito por ricardoluis2005 às 12h59
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Entenda o que são e como funcionam os títulos de capitalização
Ganhar dinheiro fácil é um desejo compartilhado por grande parte das pessoas. Se isso não fosse uma realidade, as loterias não acumulariam prêmios em montantes milionários! Mas o problema de jogar na loteria é que, uma vez realizada a aposta, não há retorno algum, a menos que você seja premiado, o que não ocorre com freqüência.
A saída, então, para quem quer concorrer a prêmios e não perder a totalidade do capital aplicado, pode ser os títulos de capitalização.
Este produto financeiro não constitui necessariamente uma forma de investimento, mas se assemelha a uma aplicação em poupança, já que há a possibilidade de pagamentos periódicos, que se acumulam e apresentam correção monetária. O grande atrativo é que, através destes pagamentos, que variam de título para título, o aplicador concorre a prêmios várias vezes.
Como funcionam os títulos de capitalização? Oferecidos pelas Sociedades de Capitalização autorizadas pela Susep (Superintendência de Seguros Privados), os títulos de capitalização devem ser estruturados com prazo de vigência de, no mínimo, 12 meses, sendo que, em alguns casos, podem apresentar um período de carência. Ou seja, o capital aplicado não poderá ser resgatado a qualquer momento, de maneira que a emissora do título pode estipular uma penalidade de até 10% do capital constituído para estes casos.
A forma de pagamento mais comum é a mensal e sucessiva. Contudo, também existem títulos nos quais o pagamento é realizado uma única vez e sua vigência deve ser estipulada na proposta. Vale lembrar que os títulos com pagamentos mensais podem ter seu prazo de vigência maior do que o prazo de pagamento estipulado na proposta.
É importante ressaltar que cada pagamento realizado costuma apresentar três componentes: a quota de capitalização, que constitui a maior parcela, a de administração e a de carregamento. A primeira refere-se ao percentual destinado à constituição do capital, a segunda é utilizada para custear os prêmios sorteados e a terceira se destina aos pagamentos de reservas de contingência, despesas com corretagem etc.
Na hora de resgatar Consideradas as formas de pagamentos, é hora de entender como se dá o resgate do capital. Mensalmente e obrigatoriamente, os percentuais dos pagamentos efetuados destinados à quota de capitalização são corrigidos pela TR (Taxa Referencial), a mesma que atualiza a caderneta de poupança.
Além disso, o montante aplicado terá a aplicação de taxa de juros, que pode ser diferente em cada título, mas que é limitada ao mínimo de 20% da taxa de juro mensal aplicada à caderneta de poupança.
A despeito da possibilidade de receber de volta com correção monetária as parcelas pagas, não há obrigação prevista em lei para que o resgate seja igual ao montante pago, de maneira que a quantia resgatada dependerá do plano contratado.
Sendo assim, há planos que podem devolver 100% do capital aplicado somado da correção monetária e da TR, mas é preciso ler com atenção as condições gerais do título, pois esta devolução total não é obrigatória.
Inadimplência pode levar ao cancelamento do título É importante lembrar, porém, que, ao adquirir um título de capitalização, os pagamentos devem ser necessariamente efetuados, já que as empresas emissoras têm o direito de cobrar a atualização monetária para os pagamentos após o prazo de vencimento.
Além disso, mesmo que as empresas não optem por essa medida, em qualquer hipótese, os títulos que estão em atraso são suspensos e perdem o direito aos sorteios durante o prazo de suspensão.
O título também poderá ser cancelado, caso um determinado número consecutivo de atrasos, definido em cada título, ocorra. Contudo, ainda assim o titular terá direito sobre o capital formado para resgate, depois de encerrado o período de carência.
Analise seus objetivos Antes de aplicar seu dinheiro em um título de capitalização, é importante ter em mente quais seus objetivos e as características do produto.
Se, por um lado, na capitalização o capital constituído ao longo do período de aplicação é inferior ao da caderneta de poupança, por outro estes títulos permitem o acúmulo de poupança, já que há incentivos para que não se atrasem os pagamentos. Ao mesmo tempo, você concorre a prêmios, como uma espécie de loteria. Escrito por ricardoluis2005 às 13h31
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Desconhecimento financeiro: você já parou para medir o seu?
Em uma era em que convivemos diariamente com milhares de informações e temos inúmeros recursos disponíveis, a aquisição do conhecimento, sem dúvida, é o principal fator para obtermos sucesso em qualquer aspecto da vida. E no mundo das finanças não poderia ser diferente.
Conforme explica o professor de Finanças da Faculdade de Economia e Administração da USP, Rafael Paschoarelli, a falta de conhecimento dá ao leigo a ilusão de ter feito bons negócios. Sem estar informada, é provável que a pessoa não saiba onde investir seu dinheiro, quando dispuser de uma sobra, e muito menos aonde ir buscá-lo, quando estiver precisando.
Também corre o risco de se tornar "uma presa fácil", ao buscar orientação com as pessoas erradas, que são justamente aquelas com quem vai negociar, pois elas certamente vão enumerar apenas o lado bom da situação, deixando de lado, por exemplo, dados bastante úteis, como o valor dos juros tomados em um empréstimo.
Avalie seu desconhecimento financeiro A boa notícia, afirma Paschoarelli, é que este mal tão democrático, que pode afligir a todos, independentemente de condição social, raça ou formação escolar, pode ser facilmente corrigido. Para tanto, o primeiro passo é ter humildade o suficiente para notar a falta de conhecimento e identificar o problema.
Neste sentido, o docente propõe em seu livro A regra do Jogo (Editora Saraiva) um questionário para a pessoa detectar o que ele chama de Grau de Desconhecimento Financeiro. Veja algumas perguntas:
Você acaba de ganhar um valor maior que a sua renda mensal. Após receber o dinheiro e pagar suas dívidas, sabe responder em cinco segundos onde investir o dinheiro?
Se disserem que você precisa poupar, sua primeira idéia é guardar dinheiro na caderneta de poupança?
Se o rendimento da sua aplicação render 1% no mês, você já está satisfeito?
O gerente da sua conta do banco é o seu consultor financeiro?
Conhecimento + Atitude Já pensou nas questões? Então, se sua resposta foi "não" para todas, com exceção da primeira, você faz parte de um seleto grupo de privilegiados, o dos que detêm o conhecimento financeiro. Caso contrário, é melhor partir imediatamente para o segundo passo indicado pelo autor: adquirir o conhecimento mínimo necessário sobre as regras que governam o mundo do dinheiro.
De nada adianta, no entanto, seguir essa etapa, se ela não for acompanhada de algo tão ou até mais importante do que o conhecimento: atitude, o que requer mudança de comportamento. Como exemplo de falta de atitude ou de uma atitude arrogante em relação ao dinheiro, está o desprezo que algumas pessoas têm por ele.
Geralmente, essas pessoas podem até ser profissionais competentes em suas atividades, mas se revelam bastante displicentes quando se trata de trabalhar em favor do próprio dinheiro. Dizem não ter tempo para cuidar de suas finanças e acabam delegando a terceiros, geralmente ao gerente do banco, o aconselhamento de como investir ou a melhor forma de tomar empréstimo (assunto abordado na última pergunta).
Se esse for o seu caso, é bom rever os seus conceitos, porque isso vai lhe custar muito caro, finaliza o autor. Escrito por ricardoluis2005 às 13h30
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Finanças pessoais: o que você quer do seu dinheiro?
Em tempos de loteria acumulada, é comum nos pegarmos pensando o que faríamos com tanto dinheiro. No entanto, é possível realizar boa parte de nossos sonhos apenas com planejamento financeiro.
Para isso, é necessário ter em mente o que você quer do seu dinheiro e escrever em um papel. Além disso, é fundamental elaborar uma planilha de orçamento, onde constem todas as suas despesas (fixas e variáveis) e receitas.
Descubra o que atrapalha Depois de listar seus ganhos e gastos mensais, é preciso detectar o que atrapalha a realização de seus sonhos. Muitas vezes, são pequenas atitudes que passam despercebidas em nosso dia-a-dia. Confira alguns exemplos a seguir:
Você quer trocar de carro, mas paga uma enorme conta de celular todo mês?
Você quer passar dois anos no exterior, mas resolveu trocar de carro e tem de pagar prestações muito altas?
Você quer comprar uma casa, mas viaja todo ano para o exterior?
Escolhas Como a imensa maioria das pessoas não pode ter tudo o que deseja na vida, é preciso fazer escolhas na vida. Basicamente, devemos avaliar as opções que temos para o nosso dinheiro e escolher a que acharmos melhor.
Tendo a sua planilha de orçamento sempre à mão, fica mais fácil fazer estas escolhas. Apesar de as pessoas não a levarem a sério, a planilha é importantíssima para que você veja para onde vai o seu dinheiro e onde pode economizar.
*As informações são do livro "Você tem mais... dinheiro do que imagina", da Editora Saraiva, escrito pela equipe da Letras & Lucros, sob coordenação das jornalistas Mara Luquet e Andrea Assef.
Pesquisa da Telecheque, divulgada nesta segunda-feira (10), mostra que 55% dos consumidores com restrições nos cadastros de proteção de crédito entre julho e agosto deste ano estão nesta situação por causa do descontrole financeiro.
Segundo a entidade, a oferta maciça do crédito nos últimos anos é uma das principais causas da inadimplência.
Diante deste cenário, como usar o crédito de forma consciente, com planejamento, e sem perder o controle?
Crédito consciente A facilidade do crédito não é ruim e não se pode, sempre, tratar o crédito como sinônimo de inadimplência. No entanto, usar o crédito de forma consciente significa planejar o uso do dinheiro, avaliando a real necessidade do consumo e analisando as condições de contratação do crédito.
De acordo com o Instituto Akatu, essas ofertas de crédito só devem ser realizadas para viabilizar negócios de oportunidade, como a compra de um item essencial, por exemplo, ou para resolver imprevistos financeiros.
No entanto, para evitar o descontrole, o ideal é não comprometer mais do que 10% da renda com o crédito. Por exemplo: uma pessoa que ganha R$ 1.000,00 não deve tomar empréstimos cujas parcelas sejam maiores do que R$ 100.
Além disso, vale lembrar que, quando se fala em crédito, é importante incluir nesta situação, também, o limite do cheque especial e o cartão de crédito. Assim, nunca considere como renda esses limites oferecidos pelos bancos. "Não corra o risco de confundir dinheiro disponível (dinheiro que é seu) com dinheiro que estão querendo lhe alugar", ensina o Instituto Akatu, em cartilha sobre o Uso Consciente do Dinheiro e do Crédito.
Antes de contratar Para não ser lesado e transformar o que parecia uma solução em um grande problema, o Procon-SP dá algumas dicas que devem ser tomadas antes de contratar um empréstimo:
Pesquise! Existem hoje no mercado muitas empresas concedendo linhas de crédito pessoal;
Desconfie daquelas que oferecem muitas facilidades;
Informe-se no Banco Central se a empresa tem autorização para realizar tais empréstimos;
Verifique no cadastro de reclamações fundamentadas da Fundação Procon-SP se não existem muitas reclamações contra a empresa;
Analise se as vantagens oferecidas atendem às suas reais necessidades;
Informe-se previamente se as taxas de juros cobradas não irão elevar demais o valor total de seu empréstimo;
Certifique-se de que as parcelas não irão comprometer o seu orçamento, dificultando o pagamento de outras despesas;
Guarde todo o material publicitário. Ele integra o contrato e suas informações devem ser cumpridas.