Na última segunda-feira (24), o Banco Central informou, em sua "Nota de Política Monetária", que a taxa de juro ao consumidor bateu novo recorde de baixa, ao passar de 47% ao ano para 46,6% anuais, entre julho e agosto. Desde fevereiro, existe uma tendência de queda constante na cobrança.

Contudo, antes de tomar crédito, é importante levar em consideração que a modificação, de um mês para o outro, tem pouco impacto no bolso. É importante avaliar, também, quais taxas aumentaram e quais caíram.

Redução e aumento

No caso do cheque especial, por exemplo, a média passou de 7,54% ao mês para 7,55% mensais - mostrando tendência contrária à média e expansão de 0,1 ponto percentual. Aquisição de outros bens (eletrodomésticos, móveis, por exemplo) passou de 3,70% mensais para 3,73% ao mês, apontando avanço de 0,03 ponto percentual.

Puxando o resultado para baixo, veio o crédito pessoal, cujo corte foi de 0,04 ponto percentual, passando de 3,47% a.m. para 3,43% mensais. Por fim, a taxa média mensal para a compra do carro manteve-se em 2,12% mensais.

Nova x antiga

Na tabela abaixo, é possível analisar qual a economia - ou qual o prejuízo - das mudanças, em determinados exemplos selecionados:

Modalidade Valor contratado Período para
pagamento
Gasto final (juro antigo) Gasto final (novo juro)
Cheque especial R$ 1,5 mil um mês R$ 1.613,10 R$ 1.613,25
Crédito pessoal R$ 2 mil dez meses R$ 2.401,19 R$ 2.396,35
Compra de carro R$ 25 mil 35 meses R$ 35.664,02 R$ 35.664,02
Compra de outros bens R$ 1 mil dez meses R$ 1.214,57 R$ 1.216,39